Existe amor em SP. Amor pelos livros.

O studio Q vai lançar uma série de entrevistas com os autores do novo catálogo da Quimera. O primeiro entrevistado é o autor Humberto Lima - organizador das antologias "Amores Virtuais, Perigo Real", "Repente Envenenado: Contos de um Nordeste do Futuro" e "Sangue & Água Benta". Além dessas obras, o autor participa de "Serial", o primeiro livro da nova duologia de crimes da Editora. No próximo ano, Humberto chega com sua obra solo - "A corte das borboletas".


Figurinha carimbada em antologias, participando e organizando, o escritor paulista é também professor de Geografia e Sociologia. Conhecido por seu amor pelo universo do terror e horror. Em breve, lança seu livro "Saturno, vampiro" pela Editora Akanus.


Fizemos algumas perguntas ao escritor sobre sua experiência com a escrita, organização e participação em antologias. E você confere as respostas do Humberto a seguir.


Por que você decidiu escrever? Alguém te deu a ideia, o incentivo ou partiu de você?

Eu comecei a escrever na adolescência, textos curtos, cheios de raiva. Posteriormente, passei a escrever para meu filho e finalmente criei um personagem pelo qual peguei amor.

Como surgiram as ideias pros contos publicados com a Quimera?

Bem, a Antologia "Amores Virtuais, Perigo Real" veio de notícias de pessoas assassinadas após encontros por aplicativos de namoro. A idéia é um livro que sirva de alerta aos perigos da virtualidade aliada à carência afetiva. O conto da antologia "Sangue e Água Benta" trata de um demônio que vem à Terra com a missão de recuperar um objeto perdido por um dos príncipes líderes do inferno. Na Antologia "Repente Envenenado", cuja meta é uma homenagem ao Nordeste com contos de ficção científica, distopia e cyberpunk, escrevi a "Arenga das NeoMarias", onde um grupo de mulheres fortes tem que lutar contra uma ameaça cibernética e se desloca ao sudeste em busca de vingança. Na antologia "Serial", abordo a vida de um famoso assassino desde sua infância até se tornar um jovem adulto e na Antologia a "Tempestade que chega", escrevi um curto conto sobre a mentira e desilusão refletidas nos olhos de alguém.

Quem te inspira a escrever? Tudo e todos. Uma palavra, algo que eu leio, algo que eu lembro. Um pesadelo. Tudo. Minha frustração é não ter dez braços e um dia de 48 horas para render mais rs Qual seu autor nacional favorito?

Ignácio de Yolola Brandão. Érico Veríssimo também. Que obras adaptadas pro audiovisual você mais gosta?

Muitas do Stephen King - como "O Iluminado", "Carrie, a estranha", "Cujo" e mais. Gostei de "O Código da Vinci", inspirado na obra do Dan Brown, também. Tem algum ritual de escrita? Como é o seu processo?

Não tenho nenhum ritual. Consigo escrever em uma sala lotada e ao mesmo tempo em silêncio absoluto. Ainda assim, prefiro escrever só, de maneira que não divida minha atenção com mais nada.

Qual é a melhor hora pra escrever, na sua opinião?

Madrugada, meus demônios sussurram coisas ao ouvido e viram trechos de contos. Qual gênero mais gosta de ler?

Terror, suspense, policial,ficção. Qual gênero mais gosta de escrever?

Terror e Horror. Como você se imagina daqui a 10 anos? Com alguns livros lançados e pessoas lendo-os. Isso me tornaria feliz. Se você pudesse ter escrito algum livro escrito por outro autor, qual seria?

"A Torre Negra" do meu papai Stephen King. Sinto que alguns livros foram escritos sob pressão e poderiam ter sido melhores. Como criou os personagens das duas histórias e por quê?

Bem, meu pedófilo do "Amores Virtuais, Perigo Real" foi criado através de pesquisa sobre comportamento humano e perfil psicológico de predadores sexuais virtuais. A meta era entender e proteger as crianças desse tipo de indivíduo que infesta a internet. No "Repente Envenenado", conversei com uma amiga baiana que me deu alguns toques sobre a relação da memória deles com o cangaço e, mesmo situando a história milênios no futuro, inseri elementos da linda cultura nordestina lembrando que ainda vivemos festas populares de séculos atrás e elas continuarão. Aliados ao comportamento humano que se transforma devagar demais, criei mulheres de índole forte e guerreiras contra os desmandos dos poderosos. Em "Sangue & Água Benta", um demônio vem até São Paulo atrás de uma relíquia, ele possui o corpo de um inglês e anda por uma metrópole que o acolhe de maneira infernal.

Como foi, pra você, organizar as antologias? 

Um prazer e um desafio em igual medida. Lidar com pessoas é algo muito complexo e ver o desdobramento do trabalho se materializar em forma de lindos livros é simplesmente emocionante. O que leva em consideração na hora de escolher uma obra para antologias?

Um antologia é formada por um coletivo e isso implica em alguns fatores, vou citar 3 deles:

Primeiro, qualidade da escrita. Se o conto é coerente, impactante, original. Segundo: gramática e ortografia. Apesar de não ser formado em Letras, reconheço um texto mal escrito e ele não se mantém. Claro que alguns erros passam depois pelo processo de revisão e são naturais, assim como vícios de escrita, mas erros crassos infelizmente matam a escrita. Terceiro: Postura do autor. Ser escritor vai além de apenas escrever, isso qualquer alfabetizado faz. Ser escritor é amar ler, escrever e acima de tudo, amar o que escreveu e mostrar a todos a todo momento. Não é ser narcisista, é amar e divulgar o que faz para ser lido e reconhecido. Escritores apáticos ou que se acham muito mais do que são acabam, com o tempo, saindo da literatura.


As antologias citadas durante a entrevista já estão à venda e em pré-venda na loja on-line da Quimera bem como em diversos canais de venda on-line com distribuição para todo o Brasil. Adquira já a sua e garanta também, os brindes super bacanas que cada uma traz.


Em breve, voltamos com mais um autor entrevistado.



Por Marianna Roman.

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